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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Harry Potter induz ao ocultismo


O  Pe. Gabriele Amorth, que é o 'expulsador de demônios" do Papa Bento XVI, fez seus comentários durante uma entrevista à Radio Vaticana.

O Pe. Amorth disse: "Claro que o diabo existe e pode não apenas possuir uma única pessoa como também grupos e populações inteiras. 
O Pe. Amorth pronunciou-se contra os livros de Harry Potter, alegando que a leitura dos romances do bruxo adolescente torna as crianças propensas a mexer com ocultismo e magia negra .
O Pe. Amorth, que é o presidene da Associação Internacional dos Exorcistas, afirmou sobre os livros de J.K. Rowling: "Por trás de Harry Potter oculta-se a assinatura do senhor das trevas, o diabo."
Ele constatou que os livros de Rowling contêm inúmeras referências positivas à magia, "a arte satânica", e acrescentou que os livros tentam fazer uma falsa distinção entre magia branca e magia negra, distinção esta que "não existe, pois toda magia significa sempre inclinar-se para o diabo."
O Pe. Amorth é conhecido por ter realizado mais de trinta mil exorcismos em sua carreira, e o filme preferido dele, de acordo com os jornais italianos, é O Exorcista.


Fonte:
PISA, NICK - DAYLY MAIL NEWS - UK (Correio Diário de Notícias - Reino Unido) - "Hitler e Stalin foram possuídos pelo diabo, afirma   exorcista vaticano"

Um desafio chamado Harry Potter!!!

Harry Potter trata-se de um personagem de ficção, protagonista de dramas humanos..
Os livros sobre as histórias de Harry Potter já chegaram ao Brasil e começaram a causar impacto nas mentes dos leitores. Cada vez mais pessoas perguntam se trata somente de um fenômeno comercial.
    
Harry Potter, de fato, se converteu em um inexplicável e avassalador fenômeno literário em inglês. Em primeiro lugar, tanto os Estados Unidos como a Inglaterra, tem nas estandes principais das livrarias e nos sites de vendas via internet como entre os mais vendidos.
    
Mas não se trata de um fenômeno puramente comercial. As histórias de Potter têm conquistado a imaginação de Ingleses e Norte Americanos, a ponto de multiplicar-se como fungos os clubes, sites de difusão na internet e associações literais dedicadas a discutir este fenômeno.

Quem é Harry Potter?

Trata-se de um personagem de ficção, protagonista de dramas humanos e emocionantes aventuras em um mundo imaginário de onde a magia é força dominante, tanto para o bem como para o mal.
    
A história de Potter, um aprendiz de mago em meio de um complexo mundo, foi criada por Joanne Rowling, uma jovem mãe inglesa solteira e professora desempregada que começou a escrever sua primeira novela dirigida supostamente para as crianças, enquanto cuidava de sua pequena filha em um café perto de sua casa. Um editor inglês, Bloomsbury books, decidiu correr o risco de publicar a obra para crianças, e esta logo se converteu em um fenômeno de vendas, não entre as crianças, mas sim entre adultos.
    
A editora, de fato, logo teve que trocar a capa original (cheia de desenhos e cores) por outra mais séria, devido a muitos adultos se envergonhavam levar um livro de crianças a lugares públicos.
    
Em poucas semanas, a obra cruzou o atlântico e se converteu no livro mais vendido dos Estados Unidos; e cada uma das estórias de Harry Potter tem permanecido no topo da lista de vendas e só perdeu a posição quando apareceu a obra seguinte. Até agora foram quatro obras, e Rowling prometeu mais três, para completar uma saga de sete.
    
Todavia ninguém compreende em que está baseado o segredo desta criação novelística para conquistar tão rapidamente a mente e a imaginação de dezenas de milhões de leitores.
    
Harry Potter se move num mundo de onde é a magia, e não a tecnologia, a força principal que domina o mundo e move a humanidade. Neste mundo, a aprendizagem da magia é a formação mais importante, ainda mais importante do que seria a educação profissional em um mundo real.
    
No mundo de Potter, o domínio da magia requer exercer qualidades e correr riscos, e assim como existem partidários da ordem e do bem; existem outros que tem seus próprios projetos de controle e domínio maligno, é a quem Potter, um admirável aprendiz tentará combater.
    
Devido ao forte despertar de valores que a saga de Potter ressuscitou (já que suas aventuras se movem sempre em coordenadas de luta entre o bem e o mal), as comparações entre a obra e os valores religiosos têm sido inevitável. E assim, sem querer, a Rowling ressuscitou um debate no interior da comunidade católica de língua inglesa: Pode Potter ser tomado como um herói para os católicos, ou pelo contrário, é um perigoso sucedâneo 'light'?

Ponto de vista de seus defensores:

Seus defensores assinalam que a obra é uma metáfora clara e atrativa da luta entre o bem e o mal em termos claramente normais. Mas ainda, Herry poter enfrenta constantemente situações em que a visão cristã se faz evidente: Não existem bons e maus predeterminados, senão que o bem e o mal se expressão no mundo como conseqüência das decisões de indivíduos que cedem ou não com seus anseios mais elevados e nobres. ,Assim, a linha divisória entre o bem e o mal não está traçada no mundo, mas sim no meio do coração do homem.
    
E este mistério do mal no coração do homem não é abordado com inocência. Pelo contrario, muitas das conversações entre Harry e seu mestre, o nobre e bondoso Dumbledore, refletem a fineza de consciência do discípulo que se sente embaraçado pelo mistério do mal nele, até o ponto de perguntar-se se não será que não está capacitado para lutar com as forças do bem.
    
Uma destas complexas conversas entre o discípulo e o mestre conclui com uma poderosa lição: 'o que te faz diferente de Voldemort ( o personagem perverso da saga) são suas opções', disse Dumpledore. 'São nossas opções, Harry, as que mostraram quem somos realmente, muito mais que nossas habilidades'. Harry, descobre assim que a pergunta que deve fazer não é tanto 'quem no fundo sou?' porque em todos existem pegadas do mal; mas sim 'que devo fazer para converter-me naquilo que devo ser?', já que cada um tem um chamado a viver a plenitude do bem.

Ponto de vista de seus detratores:

Os detratores, ao contrario assinalam que todo o 'mundo secundário' de Potter se move em parâmetros de magia e bruxaria, de tal maneira que a racionalidade da ciência é substituída por um certo gnosticismo ao alcance somente dos 'iniciados', muito em sintonia com a corrente 'New Age' de hoje em dia: Para os críticos, o êxito inexplicável de Potter e sua saga radicaria precisamente na capacidade de apresentar uma moral envolta em componentes misteriosos que tocam as cordas mais sensíveis dos seguidores da 'Nova Era'.
    
Recentemente, uma análise do prestigioso semanário católico norte-americano 'Our Sunday Visitor' destacava os inegáveis valores da saga de Rowling, mas advertia também que uma seqüência que apresenta a bruxaria de forma tão positiva e a magia de maneira tão encantadora não pode ser considerada como favorável à visão cristã da realidade.
    
Ainda, leva a crêr que os livros de Potter poderiam induzir à uma visão tolerante, se é que não abertamente favorável, a respeito das tendências 'New Age' ou o simples esoterismo, que nos últimos tempos suscitam sérios desafios ao cristianismo.

23/11/2001 - 20h00

Hoje é dia de São João Bosco

Plinio Maria Solimeo


Apóstolo da juventude. Figura ímpar nos anais da santidade no século XIX, D. Bosco foi escritor, pregador e fundador de duas congregações religiosas, tendo sobretudo exercido admirável apostolado junto à juventude, numa época de grandes transformações. Dotado de discernimento dos espíritos, do dom da profecia e dos milagres, era admirado pelos personagens mais conhecidos da Europa no seu tempo.

Nascido em Murialdo, aldeia de Castelnuovo de Asti, no Piemonte, aos dois anos de idade faleceu-lhe o pai, Francisco Bosco. Mas felizmente tinha ele como mãe Margarida Occhiena, que lembra a mulher forte do Antigo Testamento. Com sua piedade profunda, capacidade de trabalho e senso de organização, conseguiu manter a família, mesmo numa época tão difícil para a Europa como foi a do início do século XIX, dilacerada pelas cruentas guerras napoleônicas. João Bosco tinha um irmão, dois anos mais velho que ele, e um meio-irmão já entrando na adolescência.
Lar pobre e religioso; a mãe, exemplo de virtudes
A influência da mãe sobre o filho caçula foi altamente benéfica. “Parece que a paciência e a doce firmeza de Mamãe Margarida influenciaram São João Bosco, e que toda uma parte de sua amenidade, de seus métodos afáveis, deve ser atribuída aos modos de sua mãe, à sua maneira de ordenar e de prescrever, sem gritos nem tumulto. [...] Margarida terá sido uma dessas grandes educadoras natas, que impõem sua vontade à maneira de doce implacabilidade” [...].
“João Bosco é um entusiasta da Virgem. Mamãe Margarida lhe revelou, pelo seu exemplo, a bondade, a ternura, a solicitude de Mamãe Maria. As duas mães se confundem em seu coração. Dom Bosco será um dos grandes campeões de Maria, seu edificador, seu encarregado de negócios”1.

Mamãe Margarida a mãe de São João Bosco

Talentos naturais e discernimento dos espíritos
A Providência falava a ele, como a São José, em sonhos. Aos nove anos teve o primeiro sonho profético, no qual — sob a figura de um grupo de animais ferozes que, sob sua ação, vão se transformando em cordeiros e pastores — foi-lhe mostrada sua vocação de trabalhar com a juventude abandonada e fundar uma sociedade religiosa para dela cuidar.
Extremamente dotado, tanto intelectual quanto fisicamente, era um líder nato. Por isso, "se bem que pequeno de estatura, tinha força e coragem para meter medo em companheiros de minha idade; de tal forma que, quando havia brigas, disputas, discussões de qualquer gênero, era eu o árbitro dos contendores, e todos aceitavam de bom grado a sentença que eu desse”2,dirá ele em sua autobiografia. Observador como era, aprendia os truques dos saltimbancos e prestidigitadores, de maneira a atrair seus companheiros para seus jogos e pregação, pois desde os sete anos foi um apóstolo entre eles.
Possuía um vivo discernimento dos espíritos, como ele mesmo afirmou: "Ainda muito pequeno, já estudava o caráter de meus companheiros. Olhava-os na face e ordinariamente descobria os propósitos que tinham no coração”3. Essa preciosa qualidade depois o ajudaria muito no apostolado com a juventude.
Órfão de pai, muito pobre para estudar para o sacerdócio como pretendia, e tendo sobretudo a incompreensão do meio-irmão, que o queria no campo, aos 12 anos a mãe lhe pôs sobre os ombros um bornal com alguns pertences e o enviou a procurar trabalho nas fazendas vizinhas. Assim o adolescente perambulou pela região, servindo de garçom num café, de aprendiz de alfaiate, de sapateiro, de marceneiro, de ferreiro, preceptor, tudo com um empenho exímio, que o levará depois a ensinar esses ofícios a seus "birichini"4 nas escolas profissionais que fundará.

Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim.

Vivendo de confiança na ajuda sobrenatural
A vida de São João Bosco é um milagre constante. É humanamente inexplicável como ele conseguiu, sem dinheiro algum, construir escolas, duas igrejas — uma sendo a célebre Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora — prover de máquinas específicas suas escolas profissionais, nutrir e vestir mais de 500 rapazes numa época de carestia.
Para Pio XI, "em D. Bosco o sobrenatural havia chegado a ser natural; o extraordinário, ordinário; e a legenda áurea dos séculos passados, realidade presente”8.
Quando mais ele precisava e menos possibilidade tinha de obter
dinheiro, aparecia algum doador anônimo para lhe dar a exata quantia necessitada. Mas ele empenhava-se também em promover rifas, leilões e tudo que pudesse render algum dinheiro para sua obra.

Imagem de Nossa Senhora Auxiliadora

Educador ímpar, e sobretudo eficaz diretor de consciências, vários de seus meninos morreram em odor de santidade, sendo o mais conhecido deles São Domingos Sávio. Dom Bosco escreveu-lhe a biografia e a de vários outros.
Necessitando Dom Bosco de ajuda para seu apostolado incipiente, não teve dúvidas em ir pedi-la à sua mãe, já entrada na velhice e vivendo retirada junto ao outro filho e netos. Essa mulher forte pegou alguma roupa e objetos de que poderia necessitar, e, sem olhar para trás, seguiu seu filho a pé, nos 30 quilômetros que separavam sua vila de Turim. Tornou-se ela a mãe de tantos "birichini", aos quais alimentava, vestia e ainda dava sábios conselhos. Foi seguindo seu costume que seu filho instituiu as belas Boa Noite, ou palavras edificantes aos meninos antes de eles irem dormir.

Escrevendo a reis e imperadores
São João Bosco mantinha uma correspondência intensa, escrevendo para imperadores, reis, nobreza, dirigentes da nação, com uma liberdade que só os santos podem ter. Assim, transmitiu ao Imperador da Áustria um recado memorável de Nosso Senhor para que ele se unisse às potências católicas, a fim de se opor ao poderio crescente da Prússia protestante. Escreveu também à nossa Princesa Isabel, recomendando-lhe seus salesianos no Brasil. Ao rei do Piemonte, prestes a tomar medidas contra a Igreja, alertou-o da morte que reinaria no palácio, caso isso ocorresse. Como o soberano não voltou atrás, quatro membros da família real se sucederam no túmulo, em breve espaço de tempo.
São João Bosco morreu em Turim a 31 de janeiro de 1888, sendo canonizado por Pio XI em 1934.
Notas:
1.La Varende, Don Bosco, Le Livre de Poche Chrétien, Arthème Fayard, Paris, pp. 15 e 21.
2.San Juan Bosco, Memorias del Oratorio, Primera Fase, 1, p. 7, in "Biografía y Escritos", B.A.C.
3.Id. Ib.
4.Plural de "birichino" — garoto, gaiato (Dizionario Portoghese-Italiano, Italiano-Portoghese, Carlo Parlagreco e Maria Cattarini, Antonio Vallardi Editore, Milano, 1960).
5.Pe. Rodolfo Fierro, SDB, Biografía y Escritos..., Introdução, p. 14.
6.Id. ib., p. 15.
7.Id. ib., p. 51.
8.Discurso de 3 de abril de 1932, apud BAC, op. cit., p. 11.
Artigo oferecido pela Revista Catolicismo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Como ir à Missa e não perder a fé

Bux: "No campo litúrgico, estamos frente a uma desregulação insuportável"
Por Mariaelena Finessi

ROMA, terça-feira, 8 de março de 2011 (ZENIT.org) - Um enfraquecimento da fé e a diminuição do número de fiéis poderiam ser atribuídos aos abusos litúrgicos e às Missas ruins, quer dizer, às que traem seu sentido original e onde, no centro, já não está Deus, mas o homem, com a bagagem de suas perguntas existenciais.

Essa é uma ideia sustentada por Nicola Bux, teólogo e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do
Sumo Pontífice.

Apresentado em Roma no dia 2 de março, em seu livro "Come andare a Messa e non perdere la fede" [Como ir à Missa e não perder a fé, N. do T.], Bux
lança-se contra a virada antropológica da liturgia. Bux replica a quantos criticaram Bento XVI, acusando-o de ter traído o espírito conciliar. Ao contrário - argumenta o teólogo - os documentos oficiais do Concílio Vaticano II foram traídos precisamente por essas pessoas, bispos e sacerdotes à frente, que alteraram a liturgia com "deformações ao limite do suportável".

Participar de uma celebração eucarística pode significar, de fato, também se encontrar perante as formas litúrgicas mais estranhas, com sacerdotes que discutem economia, política e sociologia, tecendo homilias em que Deus desaparece. Proliferam os ensaios de antropologia litúrgica até reduzir a esta dimensão os próprios sinais sacramentais, "agora chamados - denuncia Bux - preferivelmente de símbolos". A questão não é pequena: enfrentá-la implica ser tachado de anticonciliar.

Todos se sentem com o direito de ensinar e praticar uma liturgia "ao seu modo", tanto que hoje é possível assistir, por exemplo, "à afirmação de políticos católicos que, considerando-se 'adultos', propõem ideias de Igreja e de moral em contraste com a doutrina".

Entre aqueles que iniciaram esta mudança, Bux recorda Karl Rahner, quem, à
raiz do Concílio, denunciava a reflexão teológica então imperante que, em sua opinião, mostrava-se pouco atenta ou esquecida da realidade do homem.

O jesuíta alemão sustentava em contrapartida que todo discurso sobre Deus brotaria da pergunta que o homem lança sobre si mesmo. Em consequência -
esta é a síntese - a tarefa da teologia deveria ser falar do homem e de sua salvação, lançando as perguntas sobre si e sobre o mundo. Um pensamento teológico que, com triste evidência, foi capaz de gerar erros, o mais clamoroso dos quais é o modo de entender o sacramento, hoje já não sentido como procedente do Alto, de Deus, mas como participação em algo que o cristão já possui.

"A conclusão que Häu?ling tira disso - recuerda Bux - é que o homem, nos sacramentos, acabaria por participar de uma ação que não corresponde realmente a sua exigência de ser salvo", já que abre mão da intervenção divina. A semelhante tese "sacramental" e à derivação anexa da liturgia, responde Joseph Ratzinger, que já no dorso do volume XI, "Teologia da Liturgia", de sua Opera omnia, escreve: "Na relação com a liturgia se decide
o destino da fé e da Igreja".

A liturgia é sagrada, de fato, se tiver suas regras. Apesar disso, se por um lado o ethos, ou seja, a vida moral, é um elemento claro para todos, por outro lado, ignora-se quase totalmente que existe também um "jus divinum", um direito de Deus a ser adorado. "O Senhor é zeloso de suas competências - sustenta Bux -, e o culto é o que lhe é mais próprio. Em contrapartida, precisamente no campo litúrgico, estamos frente a uma desregulação".

Sublinhando, em contrapartida, que sem "jus" o culto torna-se necessariamente idolátrico, em seu livro o teólogo cita uma passagem da "Introdução ao espírito da liturgia", de Ratzinger, que escreve: "Na aparência, tudo está em ordem e presumivelmente também o ritual procede segundo as prescrições. E no entanto é uma queda na idolatria (...), faz-se Deus descer ao nível próprio, reduzindo-o a categorias de visibilidade e compreensibilidade".

E acrescenta: "trata-se de um culto feito à própria medida (...), converte-se em uma festa que a comunidade faz para si mesma; celebrando-a, a comunidade não faz mais que confirmar a si mesma". O resultado é irremediável: "Da adoração a Deus se passa a um círculo que gira em torno de si mesmo: comer, beber, divertir-se". Em sua autobiografia (Mi vida), Ratzinger declara: "Estou convencido de que a crise eclesial em que hoje nos encontramos depende em grande parte do colapso da liturgia".

Para encerrar, uma sugestão e uma advertência. A primeira é relançar a liturgia romana "olhando para o futuro da Igreja - escreve Bux -, em cujo centro está a cruz de Cristo, como está no centro do altar: Ele, Sumo Sacerdote a quem a Igreja dirige seu olhar hoje, como ontem e sempre". A segunda é inequívoca: "se acreditamos que o Papa herdou as chaves de Pedro - conclui -, quem não o obedece, antes de tudo em matéria litúrgica e sacramental, não entra no Paraíso".


DATA DA PUBLICAÇÃO: 09/05/2011

Avatar: promoção sub-reptícia da religiosidade ecologista radical

Luis Dufaur


Com a finalidade de promover o ecologismo como religião, o filme Avatar sugere que quem não professar o radicalismo anticristão estilo Nova Era e não praticar o culto panteísta da “mãe terra” é necessariamente “mau”.


A finalidade do filme “Avatar” é promover ladinamente o ecologismo como religião.
Ele sugere que quem não professa o radicalismo anticristão estilo Nova Era e não pratica o culto panteísta da “mãe terra”, ou Gaia, é necessariamente “mau”, observou a agência ACIPrensa.
O ardiloso método para veicular uma religião panteísta anticristã foi denunciado em várias publicações. Os “bons” do filme, ou “Na’vi”, são humanóides com rabo que se conectam com os animais que aparecem com figuras próximas às de certa antiga demonologia.
Eles reproduzem os cultos à natureza pregados pelo ecologismo radical e o missionarismo comuno-progressista.
Os ritos dos Na'vi foram tirados dos festivais hippies dos anos 70.
  
Os humanos aparecem como uns exploradores “ruins”, exterminadores da vida e da natureza por razões comerciais.
Para a agência, o filme representa o dogma oficial de Hollywood de uma religião sem Deus e sem moral.
Para Moviefone“Avatar” reproduz num cenário muito diverso a mesma mensagem do filme hoje desprestigiado de Al Gore “Uma verdade inconveniente”: o homem é ruim e destrói a natureza.
Numerosas cenas têm significado político anticapitalista, antiguerra e de ódio aos EUA.
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Matéria retirada do site da Lepanto Frete Universitária & Estudantil
http://www.lepanto.com.br/dados/NSAvatar.html